quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Hoje não tem perdão.

Quando a felicidade transbordou o copo o corpo foi ferido, era um índio, era um menino, era uma criança e foi a alegria. Tentei acreditar no amor, tentei amar e ser amado. Sobrou a dúvida.
Traições ocorrem cotidianamente e o merecimento é provação, tá provado. Fel amargo. Hoje pela primeira vez pensei no suicídio, arranhei meu rosto, agredi meu corpo.  Agredi-me por libertação, tá livre, aproveite sua liberdade infame e sua provocação amarga, deus sou eu, deus é você.  Mas mais deus sou eu.  Injustiças não serão esquecidas e a tristeza não será apagada, eu lembro e me lembro bem.

Estuprador é quem segue depois do não e não tem conversa, os amigos são nossa família, mas quem são de fato nossos amigos? Questiono enquanto choro, os médicos e suas medicinas são fajutas e vocês são fracos, eu não. Sou forte e vigoro em vida, não existe tempo pra se temer à morte, já estamos mortos, somos células do planeta, somos parte da terra. De o exemplo meu irmão, demonstre seu amor, que terá amor, demonstre sua guerra que terá luta, não vou me trair, então não se atraia e tenho uma boa noite. 

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Sentindo o sol nas costas.

O sol arde, uma amiga profetizou sobre o primeiro animal a sentir o sol nas costas, eu senti e ele arde. Milhões de anos de culpa e dor num corpo obsidiado de obscuridades diversas, não conheço a luz. Ilumine-me para seguir em frente, sempre, eu sou. 

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Resolvi a questão da minha vida.

Sentei na metáfora da minha vida! Não estou brincando, me escuta. Tava lá em portobello, fui com uns amigos, rolou. Tinha uma cadeira entre o quarto e a varanda, na varanda estavam os meninos e no interior do quarto elas. Sentei na cadeira, viu. Essa é a metáfora da minha vida! Onde eu to nisso que é o gênero? Pensei, vou resolver isso agora, através dessa metáfora empírica, de sentar nessa cadeira, a minha questão. Ainda com o corpo no encosto da cadeira me virei pra varanda. Os meninos são tão lindos, divertidos, frescos, parece que nasceram ontem. Olhei pro quarto e elas dominaram a vida, até lembrei que quando olhava pros meninos ainda as percebia em minha vista lateral e honestamente eu prefiro a estética feminina, mas tá aí, eu escolhi a cadeira.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Contradição

Poderia dizer que não podemos sem um reencontro, mas isso seria uma grande mentira, já que você seguiu com a vida. Achei que havia encontrado o amor da minha vida. Uma pena você não ter encontrado em mim o que eu encontrei em você.
Falo para você, sabendo que você não vai ler, então falo pro mundo tanto quanto para mim. Eu inventei tudo? Como você podê? Isso importa?
Nunca demandei falsas promessas e antes nem queria tanto, e você meu tudo, me fez lidar com um grande amor e o tomou de mim.

Sobrou-me o rancor de um amor que eu não matei, que eu não quero que morra e o rancor o mantém vivo. Penso que vivo em miséria, para não esquecer quando fui mais feliz na vida e a grande questão desse texto deveria ser o que é ser feliz, mas não é, pela irrelevância da questão quando eu devia responder quem deve me fazer feliz e eu te odeio, porque acredito que a minha felicidade é você.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Roda

Estou obcecado por rodas, o objeto circular tem sido a imagem mais reconfortante. Percebi hoje que ficar em uma fila é reconfortante, mover-se dependendo unicamente do fluxo me liberta de múltiplas escolhas, como a velocidade ou a hora que devo seguir.
Nós não nos desapegamos de um desejo experimentado sem uma troca justa. Hoje pensei que se eu tivesse nascido menina meu pai não teria me abandonado, meninos são maus.
To vivendo a fase anal e acho que é por isso que estou obcecado círculos. Fico feliz, sinto que não estou fálico.
O primeiro foi seu pai, o segundo seu irmão e o terceiro foi você quem roubou seu coração, algo parecido com isso e a onda de Lulu Santos são as canções de ninar que eu recordo de quando criança. Tive a melhor mãe do mundo.
A nostalgia da minha escrita me assusta, mas não ouso negar que a admiro. Por falta de onomatopeia não me expresso melhor, e qual forma terá o seu eleito.

Assim como em circulo retorno ao Édipo.

sábado, 16 de agosto de 2014

Era livre.

Basta ter uma abertura que a criação rompa as frechas da inércia. Bum! Está em movimento. Clarões no meio da escuridão, como se fosse um trem no escuro sendo invadido pela luz ocasional da janela. Sou bastante cinematográfico, mas eu juro que era assim.
Já sei que não posso contar com a sorte, mas eu duvido do potencial criador de Deus, duvido de Deus desde sempre.
Eu confio no tempo, ele sabe o que faz, ninguém mais.
Tenho más notícias, estamos perdendo tempo, mas tá tudo bem, sempre pode piorar.
Como gozar de frutos que não nos foi designado. Desaproprie os mercados, desaproprie o amor.
Acho cômico como escrever é uma reverberação de existir. Agora não consigo mais produzir contos com uma linearidade, minha cabeça é confusa e disforme e essa estruturação não me elucida mais, está tudo desorganizado.
Por no papel qualquer coisa tornou-se uma função de labuta, falar para que?
O saber liberta e estar livre num mundo escravista nada mais é que melancólico. Preciso caminhar agora com essa felicidade melancólica que é abrir os olhos.
Processo segue de forma dolorosa, essa continua força de limpeza que limpa todos as camadas que me constituem, vai caindo a pele morta de ontem, para seguir a nova epiderme, ainda bem que eu tenho fé no tempo.

Processo positivista, programa liberal, ter fé no futuro é o que me mantém escravizado.  

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Ter vezes, voltei a mim.

Três vezes eu voltei a mim, percorrendo uniformemente um caminho complexo, talvez viscoso,
fiascos. Reverberação de uma vida adoecida, mas eu te amo. Julia voltou do campo renovada,
pelo que falou, saudades do campo. Como você está? Eu vou bem, voltei a mim 3 vezes antes de cair, por três vezes voltei a mim e você tem se visto. Nessa época do ano a luz é branca, as coisas são claras, não percebo nada em tanta clareza. Clareou o dia com tinta de sol, mas está frio, estou com frio.