Sentei na metáfora
da minha vida! Não estou brincando, me escuta. Tava lá em
portobello, fui com uns amigos, rolou. Tinha uma cadeira entre o
quarto e a varanda, na varanda estavam os meninos e no interior do
quarto elas. Sentei na cadeira, viu. Essa é a metáfora da minha
vida! Onde eu to nisso que é o gênero? Pensei, vou resolver isso
agora, através dessa metáfora empírica, de sentar nessa cadeira, a
minha questão. Ainda com o corpo no encosto da cadeira me virei pra
varanda. Os meninos são tão lindos, divertidos, frescos, parece que
nasceram ontem. Olhei pro quarto e elas dominaram a vida, até
lembrei que quando olhava pros meninos ainda as percebia em minha
vista lateral e honestamente eu prefiro a estética feminina, mas tá
aí, eu escolhi a cadeira.
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
terça-feira, 2 de setembro de 2014
Contradição
Poderia dizer que
não podemos sem um reencontro, mas isso seria uma grande mentira, já
que você seguiu com a vida. Achei que havia encontrado o amor da
minha vida. Uma pena você não ter encontrado em mim o que eu
encontrei em você.
Falo para você,
sabendo que você não vai ler, então falo pro mundo tanto quanto
para mim. Eu inventei tudo? Como você podê? Isso importa?
Nunca demandei
falsas promessas e antes nem queria tanto, e você meu tudo, me fez
lidar com um grande amor e o tomou de mim.
Sobrou-me o rancor
de um amor que eu não matei, que eu não quero que morra e o rancor
o mantém vivo. Penso que vivo em miséria, para não esquecer quando
fui mais feliz na vida e a grande questão desse texto deveria ser o
que é ser feliz, mas não é, pela irrelevância da questão quando
eu devia responder quem deve me fazer feliz e eu te odeio, porque
acredito que a minha felicidade é você.
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
Roda
Estou obcecado por
rodas, o objeto circular tem sido a imagem mais reconfortante.
Percebi hoje que ficar em uma fila é reconfortante, mover-se
dependendo unicamente do fluxo me liberta de múltiplas escolhas,
como a velocidade ou a hora que devo seguir.
Nós não nos
desapegamos de um desejo experimentado sem uma troca justa. Hoje
pensei que se eu tivesse nascido menina meu pai não teria me
abandonado, meninos são maus.
To vivendo a fase
anal e acho que é por isso que estou obcecado círculos. Fico feliz,
sinto que não estou fálico.
O primeiro foi seu
pai, o segundo seu irmão e o terceiro foi você quem roubou seu
coração, algo parecido com isso e a onda de Lulu Santos são as
canções de ninar que eu recordo de quando criança. Tive a melhor
mãe do mundo.
A nostalgia da minha
escrita me assusta, mas não ouso negar que a admiro. Por falta de
onomatopeia não me expresso melhor, e qual forma terá o seu eleito.
Assim como em
circulo retorno ao Édipo.
sábado, 16 de agosto de 2014
Era livre.
Basta ter uma
abertura que a criação rompa as frechas da inércia. Bum! Está em
movimento. Clarões no meio da escuridão, como se fosse um trem no
escuro sendo invadido pela luz ocasional da janela. Sou bastante
cinematográfico, mas eu juro que era assim.
Já sei que não
posso contar com a sorte, mas eu duvido do potencial criador de Deus,
duvido de Deus desde sempre.
Eu confio no tempo,
ele sabe o que faz, ninguém mais.
Tenho más notícias,
estamos perdendo tempo, mas tá tudo bem, sempre pode piorar.
Como gozar de frutos
que não nos foi designado. Desaproprie os mercados, desaproprie o
amor.
Acho cômico como
escrever é uma reverberação de existir. Agora não consigo mais
produzir contos com uma linearidade, minha cabeça é confusa e
disforme e essa estruturação não me elucida mais, está tudo
desorganizado.
Por no papel
qualquer coisa tornou-se uma função de labuta, falar para que?
O saber liberta e
estar livre num mundo escravista nada mais é que melancólico.
Preciso caminhar agora com essa felicidade melancólica que é abrir
os olhos.
Processo segue de
forma dolorosa, essa continua força de limpeza que limpa todos as
camadas que me constituem, vai caindo a pele morta de ontem, para
seguir a nova epiderme, ainda bem que eu tenho fé no tempo.
Processo
positivista, programa liberal, ter fé no futuro é o que me mantém
escravizado.
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
Ter vezes, voltei a mim.
Três vezes eu voltei a mim, percorrendo uniformemente um caminho complexo, talvez viscoso,
fiascos. Reverberação de uma vida adoecida, mas eu te amo. Julia voltou do campo renovada,
pelo que falou, saudades do campo. Como você está? Eu vou bem, voltei a mim 3 vezes antes de cair, por três vezes voltei a mim e você tem se visto. Nessa época do ano a luz é branca, as coisas são claras, não percebo nada em tanta clareza. Clareou o dia com tinta de sol, mas está frio, estou com frio.
fiascos. Reverberação de uma vida adoecida, mas eu te amo. Julia voltou do campo renovada,
pelo que falou, saudades do campo. Como você está? Eu vou bem, voltei a mim 3 vezes antes de cair, por três vezes voltei a mim e você tem se visto. Nessa época do ano a luz é branca, as coisas são claras, não percebo nada em tanta clareza. Clareou o dia com tinta de sol, mas está frio, estou com frio.
terça-feira, 20 de maio de 2014
Céu
Eu sou o céu que vive no alto da torre, tempestuoso, mutável e belo. Quem me dera, fluído e mistico como um céu ser, talvez necessário pro outro, ter medo de ser descartado é o que sempre minou as minhas relações, não, ter a certeza que algum momento seria descartado e não saber lidar com a angustia dessa experiencia é o que minou minhas relações, será?
Tem dois dias que a gente se pegou, foi uma graça e tal, mas não sei se quero de novo, não sei se queria sabe, ai que horror. No alto de uma torre vivia uma linda princesa, que arrastava sua saia na praça e piranhava a noite toda. Forma que eu me retraria numa fabula, eu amo todo mundo! Êêê vamu trepá! Muito complicado esse afeto, cheio de culpa, cheio de tristeza, prisões, vergonhas e tabus. Não sei como vocês consegue namorar nesse contexto, namora comigo vai? Epa que doideira, isso é uma delicia.
Compreendo claramente a acusação que nos movemos pra trepar, talvez seja esse o caminho, se a gente trepasse uns com os outros e ia ser muito mais difícil te deram um tiro de borracha na cara e a galera não cair pra cima do policia.
Uma torre que não é prisão, não é tristeza ou fábula, meu lar, o céu do alto da torre.
Tem dois dias que a gente se pegou, foi uma graça e tal, mas não sei se quero de novo, não sei se queria sabe, ai que horror. No alto de uma torre vivia uma linda princesa, que arrastava sua saia na praça e piranhava a noite toda. Forma que eu me retraria numa fabula, eu amo todo mundo! Êêê vamu trepá! Muito complicado esse afeto, cheio de culpa, cheio de tristeza, prisões, vergonhas e tabus. Não sei como vocês consegue namorar nesse contexto, namora comigo vai? Epa que doideira, isso é uma delicia.
Compreendo claramente a acusação que nos movemos pra trepar, talvez seja esse o caminho, se a gente trepasse uns com os outros e ia ser muito mais difícil te deram um tiro de borracha na cara e a galera não cair pra cima do policia.
Uma torre que não é prisão, não é tristeza ou fábula, meu lar, o céu do alto da torre.
Genesis
"As vezes sinto saudade da época que tinha uma vida normal, de pessoas normais, dessas que não precisam ler dois livros clássicos por semana pra assistir uma aula... Queria ter uma vida normal dessas de quem tempo pra ler um livro qualquer, de um anônimio qualquer, ou de um clássico pseudo-cult qualquer. É difícil viver a vida nas sobras das páginas obrigatórias, que se arrastam sobre teorias modernas do ser e do estado. É difícil para um pirata do asfalto se trancar em casa com Montesquieu, Maquiavel, Hobbes, Rousseau, enquanto a cidade vive. Difícil mesmo é lhe dar com a retórica que nos assola: Pra que tanto saber? Pra que preciso saber disso tudo? Talvez isso tudo não passe de uma vaidade que não vale essa vida. Temos que saber o suficiente pra compreender o mundo em que vivemos, todo o resto não passa de vaidade intelectual."
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