A vida passa e tudo que eu quero é contar minha história,
engraçado que de um pro outro existe um mundo pra ser dividido. Um menino de
sete pra um de 4 vira e fala assim, antigamente os brinquedos da praça não era
assim de madeira e sim de metal. Tão novo e tão ciente que a história não deve
ser perdida e jogada numa mare de sorte. Que a existência persiste na memória,
e a verdade é só o que pode ser lembrado. Espero que um dia deixe de herança a
lembrança do meu amor.
terça-feira, 3 de setembro de 2013
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Mirna
Ela sempre foi um guia, ainda assim eu sempre quis correr o
mais distante do que é ser ela, como se fosse possível, tá na cara. Não entendi desde o começo que eu sou ela, sou só ela, sou tudo que ela é e nunca foi, sou
inclusive o que ela poderia ser e nossa conexão não é só sanguínea. Toda guerra que
existiu e existirá é nada mais que uma briga com o nosso reflexo e fumar um
L&M azul pra matar saudades da minha mãe, só me faz entender que nossa
relação também é merda, mas tudo bem, pois o amor também é merda.
domingo, 18 de agosto de 2013
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Doido
Talvez eu seja doido, ou percebo coisas que os outros não
percebem. Vejo claramente as influenciam na minha existência do mundo, as
mudanças da vida ao mudar as estações, a calmaria que é a lua nova e a energia
que é a cheia, sinto na fala a intenção, posso sentir o cheiro da raiva quando
alguém comenta uma coisa maldosa, posso sentir o calor da ternura num olhar
bondoso, sinto a tristeza, vejo as energias correndo, vejo as trocas, eu toco
nelas e converso com elas, sinto o mundo em mim e eu no mundo, mas talvez eu
seja doido.
Eu estou esperando a primavera.
O inverno chega, não importa o que façamos ele vem todo ano,
com sua melancolia e tristeza, nos veste e depois nos desorienta, nos perde e
assim na nossa própria execução do eu é furtada. Caminhos turvos guiam nossa
relva familiar, e por momentos não nos conhecemos mais, taciturnos e rabugentos
somos. Depois de tanta lambança só
existe espaço pro temer, mas não tema que a primavera irá chegar.
domingo, 11 de agosto de 2013
Fatalidade
Cada sonho depositado se esvairia na fluidez do sangue que
jorrava de sua garganta, ela chorava ao perceber que seu filho morrera e ele o
havia matado. Casou-se jovem com homem de moral indiscutível, como foi feliz
descobrindo a vinda de seu primogênito. Ele odiava o pai a aquela altura, o pai
era reciproco ao sentimento, o ambiente fedia quando os dois ocupavam a mesma
sala, ela agora muito católica fazia novenas para que a paz voltasse a sua
casa. Grávida do segundo, no quarto aniversário do primeiro, o pai o levou para
um passei, ao voltarem nada foi igual. Numa noite os dois brigaram e o filho
empurrou o pai que caiu batendo a cabeça na mesinha de centro, morrendo
instantaneamente, ao entender a fatalidade sentiu que finalmente teria paz,
isso até seu filho mais novo dilacerar a garganta do irmão com uma faca, movido
por todo ódio do mundo.
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Brisa
Caminhando pelas
ruas truculentas do centro, sentindo-se completamente acuada pelo movimento apressado
dos outros, como se eles não corressem a vida iria escapar-lhes pelas mãos.
Ela sabia que
correr por um objetivo medonho de atender as ânsias de um emprego ou chegar em
casa para seguir a rotina, era sim deixar que a vida escape pelas mãos.
Quando menos
percebera estava numa ruela sem quase nenhum movimento, pôde respirar. Tinha feito
um movimento involuntário de escapar da
multidão e assim seguiu olhando as construções.
Veio o vento, e ele
era quente. Primeiro cobriu todo o corpo dela, assim que ela o sentiu. Depois o vento acariciou seu rosto, beijou os
lábios, tocou os seios, desceu os ombros indo as mãos, lambeu a sua vagina e
ela gozou. Teve certeza que havia trepado com o mundo.
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