domingo, 9 de agosto de 2009

Infantil

Bela não era exatamente o que podemos chamar de bela, entretanto também não era o que podemos chamar de feia, não vamos perder tempo com a aparência e sim com os sonhos dessa menina tola. Ela tinha um diário rosa de fadinhas, que cheirava a morangos e todo dia depositava suas esperanças de menina comum nele, a tola sonhava com príncipe que a levaria até o céu, simplesmente por tocar os lábios dele aos dela, sonhava com a beleza incontestável de seu príncipe, que ele seria seu cavaleiro armado, cresceu assim tão idiota e esperançosa, nessa menina cresceu algo mais, sim sua beleza já não era desprazível, seu corpo já não era comum, era sensual e desenhado, mas seu rosto ainda era algo bem comum e simples. Virgem ainda era aos 23, mas não por muito tempo, conheceu um homem extremamente lindo, simpático, amigo e gentil, como seu príncipe deveria ser, só que esse era gay. Os dois viraram amigos, ela conheceu outro rapaz bonito, simpático e religioso. Pediu a mão de bela em casamento, quando faltavam duas semanas para o casamento, Bela voltando do trabalho, foi estuprada por 5 peões que estavam dormindo na obra próxima ao trabalho, entre eles foi tratada como um vaso sanitário, mas não a mataram. Quando contou ao noivo, ele desistiu dela, pois sua religião não aceitava mulheres que não fossem mais virgens, de tão mal que ela ficou, ela nem os denunciou, ao contrário ela todo dia retornava para os braços dos monstros e adorava o corpo coberto de esperma dos homens, dos peões, dos porcos que eram. E assim perdurou mais do que foi planejado, ela não podia esperar a saída do trabalho, ela os visitava antes e depois do trabalho, durante 5 meses foi assim, até que descobriu que estava grávida, a nova informação a trouxe de volta a realidade, todo os preconceito e sonhos que Bela tinha retornaram, ela sentia nojo dela mesmo e ódio do feto, então achou que ela e o parasita não deviam existir, achou que ela não já era reconhecível, pensava que devia externa isso, morrer sendo outro corpo, morrer deformada, então pegou a arma de seu avô, foi até uma boca de fumo e atirou em um traficante. Ninguém de sua família foi capaz de identificar o corpo fuzilado, assim como ela desejou.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Fábula de Fada

Mas uma luz saiu entre minhas entranhas, um novo filho que pari sem ao menos sentir, agora tenho responsabilidade de alimentá-lo, mas não vou esquecer meu velho e tolo Baú, que tanto foi fiel e esteve aqui do lado desse elfo intransigente e velhaco, que sempre cospe mariposas e vagabundas. Entro nesse novo jardim de borboletas amarelas, fazendo referencias plenas, então comessem a jogar suas flores pra que possa caminhar como um rei, pois sei que sou um e mereço as boas vindas dos porcos que aqui vivem, não se acanhem meu humor é negro infortúnio, eu estou muito contente e me deitar sobre sua cama e sonhar ao seu lado, e juntos criaremos essa criança e se formos bons ela nunca irá crescer, nossa bela absorva.


sábado, 11 de julho de 2009

Odeio

Argh.
eu estou a escrever para descontar a raiva.
faz o mesmo quem queria.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Noite de mais uma prima-vera

Traços de beleza restavam no seu rosto cansado, sempre teve uma postura de rainha e uma fome de peão. Lua era descrita como gorda, velha e linda.
Nunca amou ninguém mais do que ela mesma, seus filhos abandonados ao relento do dia, não representam mais do quememórias indesejáveis de noites que duraram 9 meses. Agora perto da sua morte pensava que depois de velhos dariam bons vassalos e ela já não teria de fazer as tarefas, que os ossos cansados reclamavam tanto quando fazia-as.
Sentou, pegou um charuto cubano, gritou um jovem que passava pela rua, teve um orgasmo, fomou outro charuto e morreu velha, gorda, fútil e linda.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Amante

Mundana e libertina era ela, sempre com seu justo e belo vestido vermelho, com os cabelos ao vento e seu rosto sempre com uma expressão de triste felicidade. Seus amantes e suas amantes eram incontáveis a pondo de não lembrar seus rosto, mas com cada ser que se deitava, roubava uma peça de seu traje, para manter uma máxima pessoalidade impessoal. Isso a fazia feliz, guarda cada mínima peça numa gaveta dourada, umas meias-calças desfiadas a um relógio de ouro eram grandes troféus, disse que não lembrava o rosto do amante, mas o cheiro dele, Dora nunca esqueceria. Mantinha o ritual de abrir sua grande gaveta e cheirar todos os seus suvenires, para projetar a imagem pelo cheiro, por horas gargalhava lembrando da impureza de seus orgasmos, toda noite, menos em noite de lua, ela saia para conseguir novas aquisições, novos orgasmos e cada dia um novo aroma.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Sufoco

Estou preso num buraco escuro, eu quase não posso respirar, passo por uma fase neurótica temo a minha sombra que não existe, em tão poucas horas saberei algo que mudará minha vida, eu simplesmente queria poder não ligar, sair disso, mas não consigo como tenho vontade de correr, mas como poderia correr de mim mesmo, não poderia, sinto que não vou suportar admitir que falhei, pois nunca falhei na minha vida. Eu quero chorar, gritar e espernear, mas nem isso, aqui onde a minha alma vaga, posso fazer. Desespero como esse posso um dia me livrar, ou esse espectro ira me seguir como marca de meu possível erro? Mas não irei cair, pois aqui não há espaço pra deitar, quero falar da revolta que é ter essa duvida na minha alma, assim que sair desse buraco escuro e apertado eu relato.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Todo Dia

Carrego nas costa um fútil ser, ele sopra aos meus ouvidos vontades tolas, ele normalmente é tão persuasivo. Outro dia estava eu admirar a vida olhando todas as suas esquinas, resolvi fazer uma alta avaliação e lembrar quais eram minhas prioridades, eu me assustei, percebi que elas eram tão idiotas e minimalistas de um todo bem egocêntricas. Fiz revolução, daquele dia em diante eu mudaria o mundo, melhor, salvaria esse mundo, seria o grande guerreiro de paz a qual meu nome me prestigia com o seu significado, compraria brigas que foram em modos sombrios resolvidos, tudo tomaria o rumo certo e minha alma seria finalmente salva e minha consciência regenerada, mas quando me levantei e me prontifiquei a tomar um rumo, esse ser pesou e do seu jeito sutil e eficaz soprou em meus ouvidos toda sua futilidade e seus argumentos mesquinhos, resisti, mas não o suficiente e novamente me sentei voltei a admirar a vida com os mesmo olhos que estavam direcionados pro meu estranho umbigo e minha mente mais fazia do que antes, só faltava babar. Decepcionante, mas infelizmente bem comum.