domingo, 10 de novembro de 2013

Primeira Vez

Quando o vi, ele tava paradão, olhando pra mim, com uma cara de bunda e eu ri, zombei com a Luísa e fui dançar. Ele em algum momento me abordou e eu estava muito bêbada e um pouco carente, quando eu vi já estávamos nos atracando num táxi.
Acordei na cama dele, só senti arrependimento de não ter ido embora depois do sexo, mas eu gozei tava cansada e derrotada, só ia acordar a Luísa, ela tem um sono leve, iria me gastar de ter ido pra cama com ele, cara, mas eu só queria trepar.

Ele ainda tava dormindo, mesmo com sol batendo no seu rosto, até que assim ele era uma graça, me virei e olhei o quarto, uma zona, mas muito confortável, quando virei pra olha-lo antes de ir sem acorda-lo, ele estava sorrindo pra mim e quando vi esse sorriso, soube que iria passar o resto dos meus dias com ele.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Rabo

Houve um estalo
E nada mais
Nada mais importa
Findou-se em mim

Isso um caro
Rabo de fora
Exposto em terra
De macaco

Calou-lhe
O rabo
Sem mastro
E impinado.

Chuva

Na fluidez de toda água
Não existem amarras
Ela lava
Mesmo que não intencionada
É terra molhada
Viva e rica
De tudo

Em espaço de nada

Naive

Foi-se
Assim
Como quem não quer nada
Levando na marra
Toda a graça
Amado não parta
Pois com o parto

Meu coração fica em estilhaço.

Meu Sonho

Todo dia vivemos essa mesma fantasia da criação do próprio mundo, nos bitolamos num processo de autopreservação . Sabe-se lá porque eu as vezes me culpo por isso, por fugir a essa realidade tão cruel que éa vida, de me recusar a viver na realidade onde a vida é pouco e a dor é naturalizada como um estigma de culpa em todos, não posso concordar que sou vitima e algoz da minha própria dor, vivo em negação.
Como posso eu aceitar existir no mundo onde uma pessoa é esfaqueada mais de vinte vezes no rosto e isso é comum. Ela só queria ser feliz, nós só queremos ser felizes. Não sei você, mas o caminho da felicidade pode ser atacado a qualquer momento e fim.
Por mais que eu fuja a vida vem, me acerta na cara toda a dor e sofrimento do mundo, os professores lutam, as pessoas lutam e eu luto. E eu estou de luto, que piegas diria, mas o luto move e em movimento me corta a garganta, mas não vou deixar minha voz morrer.

Preciso gritar, grito, mas ninguém escuta. Esse texto é um grito, mas ninguém vai ler e se ler não vai entender, pois por mais exposta que for a vida, a palavra pesa e cai ao sair da boca, e qualquer um pode pegar e dar a ela o sentindo que quiser. Como eu faço na minha vida criada onde qualquer um é bom antes de tudo e todo mundo merece amor.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Choro

Até a Medéia que matou o próprio filho
Nunca viveu tanta tristeza quanto eu
Soube que meu amor partia
Pra bem longe da minha vida 
Agora eu sou cega e sou deus

A agonia é quem guia minha vida
Já não vejo qual caminho escolher
Sigo em frente carregando em minhas costas
O peso dessa sina de ser deus

terça-feira, 3 de setembro de 2013

História

A vida passa e tudo que eu quero é contar minha história, engraçado que de um pro outro existe um mundo pra ser dividido. Um menino de sete pra um de 4 vira e fala assim, antigamente os brinquedos da praça não era assim de madeira e sim de metal. Tão novo e tão ciente que a história não deve ser perdida e jogada numa mare de sorte. Que a existência persiste na memória, e a verdade é só o que pode ser lembrado. Espero que um dia deixe de herança a lembrança do meu amor.