Era triste que sua beleza era tudo que ele tinha a oferecer, seu mundo repleto de futilidades não tinha alma de herói, ao menos ele poderia usar heroína. Calado era magnífico só que quando abria a boca era o verdadeiro horror.
Desolada vive nossa romance, eu era uma verdadeira voyeur a nossa a vida a dois, não me interessava pela sua vida, as vezes ele perguntava por mim, sobre mim, eu simplesmente o beijava, calando-o por fim. Ele não servia para conversar e falar sobre minha vida gastaria muito tempo.
A verdade que eu era tão bela quanto ele, pensava em manter nossa relação pela futura cria, mas não o apresentava aos meus amigos, a minha família e sequer a minha casa, mas eu gostava tanto de olhar para ele.
Uma noite em seu apartamento ele me disse “ Rosa, eu te amo” eu o olhei como sempre, levantei olhei-me ao espelho e não responde, nesse momento Victor levantou da cama e bateu com o meu rosto no espelho, eu desmaiei. Quando acordei tinha pontos no rosto e estava em um hospital, depois disso nunca mais ouvi falar de meu belo menino vazio.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Caro Senhor
Não posso mais servi-lo, não sei mais estar a sua sombra, querido, eu me pergunto como vai viver sem minhas coxas? Não poderá eu sei, mas isso não me importa agora, não sou sua menina e você já não é um rapaz.
Claro que me lembro dos dias de sol e também das noites frias sozinha no moquifo que me deste. Eu não quero mais te tocar, que nojo seu corpo sobre o meu, não vou passar minha vida sem família, apesar de todos saberem que eu sou uma verdadeira vadia, então se lembre, deixe aquela quantia, que a vida tá cara, para mulher sozinha qualquer.
Não vou deixar você partir, sem uma ultima dança. Comporte-se e tocará meus seios, sentirá minhas pernas e beijará meu ventre, só que não terá meus lábios.
Claro que me lembro dos dias de sol e também das noites frias sozinha no moquifo que me deste. Eu não quero mais te tocar, que nojo seu corpo sobre o meu, não vou passar minha vida sem família, apesar de todos saberem que eu sou uma verdadeira vadia, então se lembre, deixe aquela quantia, que a vida tá cara, para mulher sozinha qualquer.
Não vou deixar você partir, sem uma ultima dança. Comporte-se e tocará meus seios, sentirá minhas pernas e beijará meu ventre, só que não terá meus lábios.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
terça-feira, 20 de julho de 2010
Dizeres
Deodora com seu corpo de tinta do século e suas vestes do século passado desfilava pelo calçadão a beira mar, seus ombros desnudos a mostra para senhoras de classe que por ali passavam, não temia a reprovação dos olhares delas, já cansados e auxiliados por aparelhagem moderna. Seu andar gingado remetia a uma dança negra-pagã, sua postura era de afronta para mascarar sua personalidade dócil, uma boa menina, mas quem diria?
Ouvia rock moderno e samba arcaico, seu sorriso ingênuo era privilégio para poucos, como eu me orgulho de tê-lo visto. Amante sigilosa nunca retirava a mascara de seu cúmplice galanteador que lhe jurou amor e a feriu com seu membro, violou-a sem desleixo e nem pretexto, a sangrou, mas quem diria?
Eu como fico? Indefeso por não ter o convite de bailar com ela, é como já sabia, a verdade nem sempre tem que ser dita e até mesmo eu, um príncipe, que proclama justiça dessa vez não queria, Deodora me puxe para rodar, vamos rodar que eu vou mostrar meu jazz e você vai gozar, mas quem dirá?
Ouvia rock moderno e samba arcaico, seu sorriso ingênuo era privilégio para poucos, como eu me orgulho de tê-lo visto. Amante sigilosa nunca retirava a mascara de seu cúmplice galanteador que lhe jurou amor e a feriu com seu membro, violou-a sem desleixo e nem pretexto, a sangrou, mas quem diria?
Eu como fico? Indefeso por não ter o convite de bailar com ela, é como já sabia, a verdade nem sempre tem que ser dita e até mesmo eu, um príncipe, que proclama justiça dessa vez não queria, Deodora me puxe para rodar, vamos rodar que eu vou mostrar meu jazz e você vai gozar, mas quem dirá?
terça-feira, 22 de junho de 2010
Igor
Tudo que leva minha assinatura vira obra, vira prima, não possuo a humildade para ser modesto, mas sim arrogância de ser perfeito, sou mais que perfeito, e minha prosa deve ser aclamada, toda veneração sobre meu verso é pouco e humilde, quero mais do que podes me dar, não aceitarei menos do que mereço e seu desleixo é pobre-ignorante, você só pode me amar e há de me amar, pois toda mancha de tinta de meu traço é mais do que você.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Canção do Perdão
- Reze, essa ultima prece.
Jogada nas escadas da porta da candelária, estava eu, ali morrendo, mas não podia dar o braço a torcer, era de fato minha ultima chance de fazer uma oração, finalmente diria a ele que sou crédula, mas de que vale a salvação, quando minha vida foi perdida?
Augusto suplicava do meu arrependimento cristão, que nunca existiu, como eu podia ter um remorso o qual não existe, e nunca existirá, sou dada aos fatos e os fatos são indiscutíveis, não sou digna de perdão.
- Luiza, reze e será salva.
Não quero ser salva de mim, isso Augusto, homem espiritualizado e nobre, não era capaz de entender, atender seu pedido de entrar ao recinto santo e fazer a divina suplica, seria abandonar os vestígios de vida que me restavam.
Aqui estirada nessas escadas, após de me soltar de seus braços que me levavam até a igreja, irei permanecer parada e se existir em me levar para dentro, não irei correr, pois nem forças para levantar eu tenho, mas rebater-me-ei até a morte me alcançar, sem deixar de ser Luiza da Boca de Mel.
Jogada nas escadas da porta da candelária, estava eu, ali morrendo, mas não podia dar o braço a torcer, era de fato minha ultima chance de fazer uma oração, finalmente diria a ele que sou crédula, mas de que vale a salvação, quando minha vida foi perdida?
Augusto suplicava do meu arrependimento cristão, que nunca existiu, como eu podia ter um remorso o qual não existe, e nunca existirá, sou dada aos fatos e os fatos são indiscutíveis, não sou digna de perdão.
- Luiza, reze e será salva.
Não quero ser salva de mim, isso Augusto, homem espiritualizado e nobre, não era capaz de entender, atender seu pedido de entrar ao recinto santo e fazer a divina suplica, seria abandonar os vestígios de vida que me restavam.
Aqui estirada nessas escadas, após de me soltar de seus braços que me levavam até a igreja, irei permanecer parada e se existir em me levar para dentro, não irei correr, pois nem forças para levantar eu tenho, mas rebater-me-ei até a morte me alcançar, sem deixar de ser Luiza da Boca de Mel.
Felícia
Como posso ser feliz, tão sozinha nessa terra de procriação, se eu não sou como eles, não sou como elas, nem ao menos sou como sou.
Felíca sempre pensava dessa forma, nem ao menos um dia via as coisas de forma diferente, ninguém era tão triste e por culpa própria, nem ela entendia o porquê de agir tão diferente dos demais.
As sombras caçoavam do fato dela se recusar a procriar, pois devia por no mundo criatura tão confusa quanto ela? Ela não achava que era justo com a cria carregar o manto de seus martírios, soava como o vento seus pensamentos na vida de qualquer que a escutasse, porque para eles vazios, tanto o vento quanto as palavras ricocheteavam em suas cucas ocas, mas como nossa menina poderia contemplar seu nome, recusava as oportunidades que a naturalidade a oferecia, essa normatividade nada lhe convém, como sentiria a pureza da alegria.
Aflita e perdida se tocou, se sentiu, degustou de tudo que poderia trazer a si e com ajuda de seus dedos encontrou a essência da felicidade.
Felíca sempre pensava dessa forma, nem ao menos um dia via as coisas de forma diferente, ninguém era tão triste e por culpa própria, nem ela entendia o porquê de agir tão diferente dos demais.
As sombras caçoavam do fato dela se recusar a procriar, pois devia por no mundo criatura tão confusa quanto ela? Ela não achava que era justo com a cria carregar o manto de seus martírios, soava como o vento seus pensamentos na vida de qualquer que a escutasse, porque para eles vazios, tanto o vento quanto as palavras ricocheteavam em suas cucas ocas, mas como nossa menina poderia contemplar seu nome, recusava as oportunidades que a naturalidade a oferecia, essa normatividade nada lhe convém, como sentiria a pureza da alegria.
Aflita e perdida se tocou, se sentiu, degustou de tudo que poderia trazer a si e com ajuda de seus dedos encontrou a essência da felicidade.
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