segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Dama da Corte

Tenho que confessar que sou vassalo da minha arte.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Artimanha da Monogamia

Áspero era seu toque, meio bruto a ponto de marcar a pele suave dela, Dinorah era docilmente violentada pelo seu amante insaciável, homem típico a um medieval, homem lindo e natural a carregava como se fosse de pano. Ela chorava de alegria, como o amava e amava tê-lo entre suas pernas, tão viril o seu domador. Apesar de nunca ter entendido servir somente a um corpo, ela jurava que aquele denominado Francisco poderia ser seu único senhor, mesmo que ela não fosse sua única senhora.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Não era uma vagabunda.

Laura nunca foi pura, olhos grandes e abertos, sempre observando a vida de forma fria, nem ao menos uma vez sonhou. Cética e moribunda viveu a eternidade de sua vida, louca e má traçou seu caminho, nunca amou nem odiou, mas não existe mulher na terra que foi amada e odiada como ela foi. Tédio era a sensação que a dominava a maior parte do tempo, exceto quando via a dor nos olhos de alguém, pois com toda a frieza de seu coração tinha muita sabedoria em sua cabeça e ela sabia como a vida e a dor era complementos, ao ver a dor nos olhos dos homens ela via a vida, a vida que na verdade nunca possuiu, a sensação de movimento ,quando via aquilo, a viciou. Já não podia esperar encontrar aquele olhar corriqueiro, ali começava sua loucura, pensava como torturar o coração humano, como destruir os sonhos e as esperanças, para que pudesse ver a vida, mesmo que por outros olhos, mentia, roubava e matava, tinha alguns efeitos que a agradavam, mas não era o suficiente. Aí ela começou a ser má, mostrava como um espírito velho, toda verdade, mostrava de forma minuciosa toda verdade que todos conhecem, mas acha cômodo ignora-las, no começo a agradeciam a idolatravam, mas quando vemos a verdade tão de perto não suportamos, ela que era incapaz de sonhar não era atingida, toda aquela luz os sufocavam, os matavam e ela via a essência mais pura da dor. Agora morta, ainda não é capaz de sonhar.

domingo, 9 de agosto de 2009

Infantil

Bela não era exatamente o que podemos chamar de bela, entretanto também não era o que podemos chamar de feia, não vamos perder tempo com a aparência e sim com os sonhos dessa menina tola. Ela tinha um diário rosa de fadinhas, que cheirava a morangos e todo dia depositava suas esperanças de menina comum nele, a tola sonhava com príncipe que a levaria até o céu, simplesmente por tocar os lábios dele aos dela, sonhava com a beleza incontestável de seu príncipe, que ele seria seu cavaleiro armado, cresceu assim tão idiota e esperançosa, nessa menina cresceu algo mais, sim sua beleza já não era desprazível, seu corpo já não era comum, era sensual e desenhado, mas seu rosto ainda era algo bem comum e simples. Virgem ainda era aos 23, mas não por muito tempo, conheceu um homem extremamente lindo, simpático, amigo e gentil, como seu príncipe deveria ser, só que esse era gay. Os dois viraram amigos, ela conheceu outro rapaz bonito, simpático e religioso. Pediu a mão de bela em casamento, quando faltavam duas semanas para o casamento, Bela voltando do trabalho, foi estuprada por 5 peões que estavam dormindo na obra próxima ao trabalho, entre eles foi tratada como um vaso sanitário, mas não a mataram. Quando contou ao noivo, ele desistiu dela, pois sua religião não aceitava mulheres que não fossem mais virgens, de tão mal que ela ficou, ela nem os denunciou, ao contrário ela todo dia retornava para os braços dos monstros e adorava o corpo coberto de esperma dos homens, dos peões, dos porcos que eram. E assim perdurou mais do que foi planejado, ela não podia esperar a saída do trabalho, ela os visitava antes e depois do trabalho, durante 5 meses foi assim, até que descobriu que estava grávida, a nova informação a trouxe de volta a realidade, todo os preconceito e sonhos que Bela tinha retornaram, ela sentia nojo dela mesmo e ódio do feto, então achou que ela e o parasita não deviam existir, achou que ela não já era reconhecível, pensava que devia externa isso, morrer sendo outro corpo, morrer deformada, então pegou a arma de seu avô, foi até uma boca de fumo e atirou em um traficante. Ninguém de sua família foi capaz de identificar o corpo fuzilado, assim como ela desejou.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Fábula de Fada

Mas uma luz saiu entre minhas entranhas, um novo filho que pari sem ao menos sentir, agora tenho responsabilidade de alimentá-lo, mas não vou esquecer meu velho e tolo Baú, que tanto foi fiel e esteve aqui do lado desse elfo intransigente e velhaco, que sempre cospe mariposas e vagabundas. Entro nesse novo jardim de borboletas amarelas, fazendo referencias plenas, então comessem a jogar suas flores pra que possa caminhar como um rei, pois sei que sou um e mereço as boas vindas dos porcos que aqui vivem, não se acanhem meu humor é negro infortúnio, eu estou muito contente e me deitar sobre sua cama e sonhar ao seu lado, e juntos criaremos essa criança e se formos bons ela nunca irá crescer, nossa bela absorva.


sábado, 11 de julho de 2009

Odeio

Argh.
eu estou a escrever para descontar a raiva.
faz o mesmo quem queria.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Noite de mais uma prima-vera

Traços de beleza restavam no seu rosto cansado, sempre teve uma postura de rainha e uma fome de peão. Lua era descrita como gorda, velha e linda.
Nunca amou ninguém mais do que ela mesma, seus filhos abandonados ao relento do dia, não representam mais do quememórias indesejáveis de noites que duraram 9 meses. Agora perto da sua morte pensava que depois de velhos dariam bons vassalos e ela já não teria de fazer as tarefas, que os ossos cansados reclamavam tanto quando fazia-as.
Sentou, pegou um charuto cubano, gritou um jovem que passava pela rua, teve um orgasmo, fomou outro charuto e morreu velha, gorda, fútil e linda.